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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Rocha misteriosa em Marte com nome de rosquinha Donut

Washington, 14 fev (EFE).- A (Nasa, agência espacial americana) resolveu o mistério sobre uma curiosa rocha achada em Marte no final de janeiro, que parecia ter saído do nada e apelidada popularmente de "donut" por causa de sua aparência peculiar, similar à deste doce.
O que surpreendeu os cientistas não foi apenas seu aspecto estranho mas, sobretudo, que não encontravam explicação para como tinha chegado ali, já que só estava na segunda de duas fotografias tiradas apenas com duas semanas de diferença pelo robô Curiosity sobre a mesma porção de superfície no planeta Marte.
A Nasa pôs fim nesta sexta-feira ao mistério ao explicar que o enigmático "donut" não era mais que um pedaço que se soltou de uma rocha maior que tinha deslocado com suas rodas o próprio robô, um engenho espacial que inspeciona a superfície de Marte na busca de novas descobertas sobre este planeta desde o dia 6 de agosto de 2012.
A curiosa rocha foi apelidada "Pinnacle Island" pelos cientistas e "donut", esta com cerca de quatro centímetros de diâmetro e de cor branca com o centro vermelho.
"Uma vez que movimentamos o robô Opportunity, após inspecionar a rocha Pinnacle Island, pudemos ver diretamente de cima uma rocha que tinha a mesma aparência incomum e estranha. Nós passamos por cima - com o robô. Pudemos ver as marcas. Daí é de onde veio Pinnacle Island", disse o membro do projeto Ray Arvidson, da Universidade de Washington em St. Louis. EFE

fonte: Yahoo/ EFE.

sábado, 11 de janeiro de 2014

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Terremoto no Japão afetou campo gravitacional da Terra!!!



Paris, 3 dez (EFE).- O terremoto que atingiu o Japão em março de 2011 e que causou um maremoto e o acidente nuclear de Fukushima afetou também o campo gravitacional da Terra, divulgou nesta terça-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).
O satélite GOCE permitiu detectar que a catástrofe deixou "uma marca" na gravidade do planeta, a qual os cientistas seguem estudando para quantificar, explicou a ESA.
"Estamos trabalhando com uma equipe interdisciplinar para combinar os dados do GOCE com outras informações para obter uma imagem melhor da ruptura no campo de gravidade em relação a que temos agora", declarou Martin Fuchs, cientista do Instituto de Pesquisa em Geodetecção da Alemanha (DGFI).
A ESA lembrou que há meses o satélite GOCE já havia "sentido ondas sonoras no espaço" que provinham desse terremoto de nove graus na escala Richter. EFE
 Fonte: EFE / Yahoo

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Existem mais planetas iguais a Terra do que se pensava.

Uma em cada cinco estrelas parecidas ao Sol na Via Láctea, que tem 55 bilhões de estrelas, pode ter um planeta do tamanho da Terra em sua órbita, e se este não estiver muito longe ou muito perto do seu astro, há possibilidade de abrigar água líquida e vida.
O estudo se baseia em uma nova análise de três anos de descobertas do Observatório Espacial Kepler, da Nasa.
"Isto significa que, entre as milhares de estrelas que observamos no céu durante a noite, a mais próxima, similar ao Sol e com um planeta em sua órbita, está, provavelmente, a apenas 12 anos luz (cada ano luz equivale a 9,461 bilhões de quilômetros) e é visível a olho nu", assinalou o astrônomo Erick Petigura, da Universidade de Berkeley, na Califórnia.
A pesquisa, publicada nas Atas da Academia Nacional da Ciência, foi apresentada durante a conferência sobre o Kepler em Moffett Field, Califórnia.
"Estes resultados permitem pensar que planetas como a Terra são relativamente frequentes em toda Via Láctea", destacou Andrew Howard, astrônomo do instituto de Astronomia do Avaí e coautor do estudo.
Baseados nos três primeiros anos de dados obtidos por Kepler, os pesquisadores detectaram 3.538 potenciais exoplanetas, dos quais 833 foram confirmados. Entre estes, 647 são do tamanho da Terra e 104 se encontram na distância do Sol habitável, e 10 são rochosos como a Terra, disse Jason Rowe, do instituto SETI, durante a coletiva.
Buscar sinais de vida
O fato de um planeta com massa comparável a da Terra se encontrar em uma zona onde poderia ser habitável não o faz, por si só, propício à vida, observaram os cientistas.
"Alguns poderiam, por exemplo, ter atmosferas muito densas, o que tornaria as temperaturas na superfície muito elevadas para organismos vivos", explicou Geoffrey Marcy. "Na realidade, desconhecemos a variedade dos tipos de planetas e as características sob as quais poderiam haver vida".
"A abundância de planetas como a Terra, em órbita de estrelas relativamente próximas, simplificará as futuras missões da Nasa para estudá-los detalhadamente", destacou Andrew Howard.
Segundo Natalie Batalha, cientista da missão Kepler, "dentro de 50 anos seremos capazes de observar as características da atmosfera destes exoplanetas e o objetivo seguinte será obter imagens de boa qualidade de sua superfície, ver a topografia e buscar sinais de vida".
A missão Kepler, lançada em 2009, se ocupa da busca de planetas fora do sistema solar que podem orbitar a uma distância de suas estrelas que permita a existência de vida.
"Temos muitas missões a considerar no futuro. Penso que algumas delas, que já estão impulsionando a tecnologia, poderiam ser postas em marcha por nossos filhos ou netos", disse Bill Borucki, um dos principais pesquisadores do Kepler.

fonte:Yahoo

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Descoberto novo planeta Kepler-78b

“É o mais próximo que já chegamos de um gêmeo da Terra. Só falta ser habitável”, disse o astrônomo Jorge Melendez, do Instituto de Astronomia (IAG) da Universidade de São Paulo, que também trabalha com a busca por planetas extrassolares.
Apesar de ser rochoso, o Kepler-78b está a apenas 1,5 milhão de quilômetros de sua estrela-mãe - cem vezes mais próximo do que a Terra está do Sol -, o que faz com que sua superfície seja extremamente quente, podendo chegar a “infernais” 2,8 mil °C.
“A possibilidade de vida é zero”, decreta Adriana Válio, presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e professora do Centro de Radio Astronomia e Astrofísica Mackenzie.
Para ser um verdadeiro “gêmeo” da Terra, além de ser pequeno e rochoso, o planeta teria de estar na chamada “zona habitável” - ou seja, a uma distância da estrela que permitisse haver água líquida em sua superfície; uma condição básica para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.
A proximidade do Kepler-78b com sua estrela é tão grande que o planeta completa uma volta em torno dela a cada 8,5 horas, comparado aos 365 dias do período orbital da Terra em torno do Sol.

Descrição
Localizado a 664 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Cygnus, o novo planeta, como indica seu nome, foi detectado com base em observações do telescópio espacial Kepler, da Nasa.

Sua descoberta foi confirmada em agosto, em um estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, em que seu tamanho era estimado em 1,16 vezes o raio da Terra (apenas 16% maior). Faltava, porém, calcular sua massa e densidade, para confirmar se era mesmo feito de rocha - algo que só era possível com novas observações em terra, utilizando espectrógrafos super sofisticados.
Foi, então, o que fizeram dois outros grupos de pesquisa, cujos resultados foram publicados ontem pela revista Nature. Eles trabalharam independentemente, usando equipamentos diferentes, no Havaí e nas Ilhas Canárias, mas chegaram às mesmas conclusões. Além de calcular a massa, eles revisaram a medida de tamanho do Kepler-78b, que aumentou para 1,17 a 1,2 vezes o raio da Terra.
Outros exoplanetas pequenos, alguns até menores do que a Terra, já foram detectados com a ajuda do Kepler, mas suas massas não são conhecidas (apenas seus raios), o que impede os cientistas de determinar densidades e composição.
“É provável que eles também sejam rochosos, mas não podemos estar 100% certos até medirmos a massa”, diz Melendez.
O desafio tecnológico de fazer essas medições para planetas muito pequenos ainda é grande. Detectar e caracterizar um planeta do tamanho da Terra, à distância que ele está do Sol, por exemplo, seria quase que impossível com a tecnologias disponíveis.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
fonte: Yahoo